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15/05/2019
Para a alumini Crisângela Carloto Barros Araujo, formada em 2009, a identificação com a carreira já aconteceu no 2º semestre da faculdade. “Ficou claro que a minha futura profissão iria legitimar as minhas convicções de vida, pois os conteúdos perpassavam pelas interfaces de como via o mundo, enquanto pessoa, mulher, cidadã, em interação com as minhas relações sociais”.
Veja abaixo a entrevista que fizemos com Crisângela, para celebrar o dia do Assistente Social, comemorado neste dia 15.
Unaerp (U) – O que te levou ao Serviço Social?
Crisângela Carloto Barros Araujo (CA) – O meu encontro com a profissão foi um tanto quanto inusitado, eu já era casada com dois filhos, e por decisão pessoal, fiquei por um tempo sendo mãe em tempo integral. Após meu filho mais novo completar quatro anos, senti necessidade de voltar ao mercado de trabalho, e por incentivo do meu esposo, decidi ingressar na faculdade com vista o conquistar minha primeira graduação. Também foi por insistência dele e de uma grande amiga na época, que efetivei minha matrícula no Serviço Social da UNAERP. Eles me diziam que eu tinha muito perfil para a profissão, apesar de discordar deles. Comecei a entendê-los no segundo semestre da faculdade, pois percebi que a profissão já fazia parte da minha vida, no momento em que iniciaram os conteúdos das matérias específicas para o trabalho do assistente social, como o direito, psicologia, filosofia, ética e cidadania, fundamentos teórico, metodológico e histórico do serviço social, dentre outras. Ficou claro que a minha futura profissão iria legitimar as minhas convicções de vida, pois os conteúdos perpassavam pelas interfaces de como via o mundo, enquanto pessoa, mulher, cidadã, em interação com as minhas relações sociais.
U – Onde trabalha atualmente?
CA – Sou assistente social concursada pela prefeitura municipal de Serrana/SP e atualmente estou como coordenadora do Serviço de Proteção Social Básica, da Política Pública de Assistência Social, responsável pelo Centro de Referência da Assistência Social – CRAS II Boa Esperança.
U – Conte um pouco sobre o seu dia a dia.
CA – Meu trabalho consiste em liderar uma equipe multiprofissional, que possui assistentes sociais, psicólogos, agente de conservação do espaço público, estagiário em Serviço Social e outros colaboradores que estão no CRAS ou prestam serviços ao mesmo. Dentre as minhas funções estão a de cooperar, acompanhar, monitorar, avaliar e supervisionar todos os atendimentos realizados no CRAS e fora dele, como por exemplo, em um acampamento do Movimento Sem Terra. Realizar, monitorar e avaliar programas e projetos sociais, estimular a interação do serviço com a comunidade local com vista a que, os usuários em seu núcleo familiar e de comunidade, reconheçam suas potencialidades e as enalteçam de forma coletiva e identifiquem suas fragilidades com o compromisso de pensar estratégias de superação de problemas, contribuindo assim, com uma rede de apoio para os mesmos proporcionando-lhes o ressignificar de suas vivências e aprendizados. Também sou responsável pela interlocução do serviço com a Secretaria de Assistência Social, contribuindo assim, com a efetivação desta Política em todas as esferas de proteção social e de outras políticas.
U – Qual o papel e a importância do profissional de Serviço Social? CA – O profissional do Serviço Social é de suma importância para a conquista de uma sociedade mais equitativa e justa, pois cabe a ele a avaliação e intervenção de forma ampla da “questão social”, através da escuta, da interlocução, da provocação, da mediação e da elaboração de estratégias entre as necessidades dos cidadãos e das instituições e suas conquistas, sempre pautados na ética profissional e no respeito à adversidade histórico-étnico-cultural, e tomando o cuidado para manter e estimular o protagonismo dos usuários com respeito as suas histórias de vida, com um olhar social qualificado e com bases teóricas, metodológicas e científicas. Sendo o Brasil um país em que os direitos sociais são insistentemente negligenciados e/ou usados como plataforma de conquistas dos que detêm o capital, se alimentando das desigualdades e das fragilidades humanas em todas as suas nuances, torna-se um desafio e um exercício diário e constante o trabalho do profissional de Serviço Social.
U – Qual o tipo de profissional o mercado espera?
CA – O mercado espera e precisa de profissionais que tenham habilidades múltiplas, dentre estas o interesse de constante aperfeiçoamento científico, teórico e metodológico. O profissional precisa estar antenado com as constantes mudanças nas necessidades sociais, como também em seus novos arranjos, nas perspectivas das diferentes frentes de linha de trabalho e das lutas de classes. Ser sensível as diferentes expressões de conflitos sociais e institucionais e suas potencialidades, terem manejo dos instrumentos de trabalho, e não se esquecer de ser agente provocador de conquistas sociais. Por fim, o profissional necessita ter habilidade em suas relações interpessoais, pois o resultado de um bom trabalho depende da capacidade do profissional desenvolver boas relações com suas redes internas e externas de trabalho.
U – Você continua apaixonada pela sua profissão? O que mais te encanta nela? o objeto de trabalho do profissional
CA – Continuo apaixonada por minha profissão, pois ela me instiga a ampliar meus horizontes, me desafiando constantemente, e me traz resultados, por muitas vezes, imensuráveis, além de ser um prazer a minha relação de trabalho com meus usuários e minha equipe. O que mais me encanta na minha profissão é a ampla oportunidade de atuação, o profissional do Serviço Social vai muito além do que normalmente é solicitado a ele, pois seu papel não é apenas executor, mas elaborador e gestor de planos, programas e projetos sociais, com vista à conquista de transformações sociais. O objeto de trabalho profissional é a “questão social”, que significa as múltiplas expressões dos conflitos entre as necessidades sociais e sua garantia de direitos com a precariedade do acesso a esses mesmos direitos e a justiça social.

“Sendo o Brasil um país em que os direitos sociais são insistentemente negligenciados, torna-se um desafio o trabalho do profissional de Serviço Social”
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