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01/11/2018
Um veículo desgovernado causou um grave acidente com múltiplas vítimas, algumas fatais. Durante uma manifestação pacífica, o motorista perdeu o controle do carro e atropelou os manifestantes. Equipes de resgate foram acionadas para atendimento aos feridos, inclusive uma gestante, que entrou em trabalho de parto durante a ocorrência.
A cena é uma das simulações realísticas promovidas recentemente pelo curso de Enfermagem da Unaerp Guarujá. Os estudantes da 6ª etapa puderam vivenciar os procedimentos de atendimentos em catástrofes e acidentes graves, atuando como socorristas e vítimas, permitindo a prática de protocolos de atendimento pré-hospitalar.
O exercício foi proposto pela professora Rosangela Marques, na disciplina de Situações Críticas, dentro do conceito de metodologia ativa. “Eles tiveram que criar três cenários o mais realístico possível e praticarem os protocolos assistenciais, no caso, o método START para triagem de múltiplas vítimas”. Ainda segundo a docente, mesmo estando em ambiente controlado, a atividade aproxima os participantes do estresse real. “Exige do aluno a mesma atenção, trabalho em equipe e organização tão necessária na realidade”, ressalta a docente.

A estudante Jéssica Trigueiro sentiu essa adrenalina quando atuou tanto como socorrista quanto vítima. “Passamos uma tensão, os machucados estavam bem reais. No dia em que atendi, fiz a classificação de risco dos feridos e até trabalho de parto. Tivemos que pesquisar sobre os protocolos. A adrenalina, a pressa em tentar salvar todo mundo foi muito gratificante, aprendemos bastante. E quando fui vítima, nos colocamos no lugar dos pacientes ao usar o colar cervical ou ao sermos transportados. E o tempo é o maior vilão”, destaca a aluna.

Ao todo, foram três atividades práticas de Simulação Realística: uma colisão entre carro, moto e ônibus; a segunda foi um colapso de estrutura na arquibancada de um estádio de futebol; e na terceira simulação, um veículo desgovernado atropela pessoas em uma manifestação pacífica. O protocolo START, usado pelos serviços de urgência e emergência como SAMU, Bombeiros e equipes de resgate, prioriza o atendimento quando o número de vítimas ultrapassa a quantidade de socorristas.



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