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19/12/2025

Guilherme Roque*

Parceria entre Unaerp, Fundação Banco do Brasil e USP amplia acesso a fitoterápicos e capacitação médica no SUS

O projeto visa à distribuição de fitoterápicos no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na capacitação de médicos e na expansão do atendimento a municípios das regiões Norte e Nordeste do Brasil
Ribeirão Preto

No dia 16 de dezembro, foi realizada a cerimônia de assinatura de um acordo de cooperação técnica entre a Universidade de Ribeirão Preto – Unaerp, a Fundação Banco do Brasil e a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP, na Farmácia da Natureza, localizada na Casa Espírita Terra de Ismael, em Jurucê – SP. A iniciativa tem como objetivo ampliar a distribuição de produtos fitoterápicos a municípios brasileiros, com foco nas regiões Norte e Nordeste, além de promover a capacitação de médicos para a prescrição desses medicamentos no Sistema Único de Saúde (SUS).

A solenidade marca a expansão de um projeto voltado à fitoterapia no SUS, aliando formação profissional à ampliação do acesso da população aos medicamentos. O evento também contou com a inauguração de uma nova estrutura da Farmácia da Natureza, viabilizada com o apoio da Fundação Banco do Brasil, que permitirá ampliar o fornecimento de fitoterápicos à rede pública de saúde.

Segundo coordenadora da Farmácia da Natureza, professora Ana Maria Soares Pereira, o projeto envolve diferentes instituições e possui ampla abrangência. “O objetivo é levar a fitoterapia a vários municípios brasileiros, principalmente das regiões Norte e Nordeste, onde já existem farmácias vivas. Os médicos desses territórios receberão treinamento especializado para que possam prescrever fitoterápicos à população. Além disso, estamos inaugurando um novo segmento da Farmácia da Natureza, financiado pela Fundação Banco do Brasil, para ampliar a distribuição desses medicamentos no SUS”, explica.

O presidente da Fundação Banco do Brasil, Kleytton Guimarães Morais, destacou que a iniciativa integra o programa Saúde e Bem-Estar, buscando atuar em diferentes regiões do território nacional. “Fortalecendo políticas públicas a partir do diálogo com os territórios. O Brasil tem uma cultura afro-indígena muito forte, em que as plantas medicinais sempre foram uma primeira forma de cuidado, unindo os saberes populares aos acadêmicos de forma não hierarquizada para enfrentar desafios de escala nacional”, afirmou.

Para a assessora do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ana Luísa Tibério, o acordo também contribui para o fortalecimento da agricultura familiar e dos povos tradicionais. “Esse projeto vai gerar emprego e renda para pequenos agricultores que produzem plantas fitoterápicas, além de formar estudantes nas universidades para trabalhar com esse tipo de medicamento. O benefício chega diretamente às pessoas que receberão esses medicamentos, com expectativa de ampliação do fornecimento em regiões como Jardinópolis, Ribeirão Preto e, principalmente, no Norte e Nordeste do país”, ressaltou.

A vice-diretora da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, Marisa Márcia Mussi, destacou a relevância do projeto para além da comunidade local. “É um movimento de inovação que pode se multiplicar pelo país e contribuir para a sustentabilidade e a autossuficiência em alguns setores da área farmacêutica”, afirmou.

O docente e pesquisador da USP, Fábio Carmona, reforçou a importância da capacitação dos profissionais de saúde. “Os médicos ainda têm pouca formação em fitoterapia durante a graduação e a residência, o que gera insegurança na prescrição. O projeto oferece cursos de capacitação e supervisão direta, inclusive com teleorientação, permitindo que os profissionais ganhem experiência e ampliem suas opções terapêuticas”, explicou.

*Estagiário sob supervisão de Tainá Lourenço